Conteúdo

Por Leandro Lages, em CONTOS

Venda de voto

05 de Outubro de 2018 às 21:27

Venda de voto

- Deputado, só tem mais dois para atender. - Manda entrar os dois juntos, já estamos atrasados para o comício. - Deputado, vai entrar só um agora, o outro disse que prefere em particular.

Leia mais →

Por Márcio Barros, em CONTOS

Definitivamente

02 de Outubro de 2018 às 03:33

Definitivamente

Sentado num banco de madeira, observava o fluxo dos automóveis que se arrastava sobre a avenida Frei Serafim, ao entardecer. O céu alaranjado parecia verter em calor tudo ao redor. Sentiu as têmporas latejarem e o peito comprimir. Levantou-se e caminh...

Leia mais →

Por Wilson Araújo, em CONTOS

Uma Chuva a 5 Graus do Equador

02 de Agosto de 2018 às 16:34

Uma Chuva a 5 Graus do Equador

  Foi como um sonho. Daqueles que parecem um segundo, mas que durou a noite inteira. Porque, quase sempre, a intensidade é superior ao tempo. Foram tantas trocas: beijos, carícias, farpas. Os corpos unidos num último torpor ensandecido, como dizendo u...

Leia mais →

Por Wilson Araújo, em CONTOS

PARÁGRAFO DE DESPEDIDA

07 de Junho de 2018 às 12:33

PARÁGRAFO DE DESPEDIDA

Não foi como em todas as outras vezes. Foi mais intenso, até. Mais cheio de misturas e trocas. Teve grito, conversa e sussurro. Teve tapas, beijos e afagos. Teve carícias, insultos e mordidas. Teve de tudo, teve amor, ódio e provocação. Teve paixão, g...

Leia mais →

Por Márcio Barros, em CONTOS

A garota sardenta

30 de Maio de 2018 às 16:45

A garota sardenta

  Ela chegou sozinha. Sentou junto a uma mesa no fundo do bar. Pediu um chope ao garçom amarelo que passava. Enquanto esperava o pedido, mexia o cabelo, distraída, mirando o vidro espelhado da janela. Abriu a bolsa, tirou uma carteira de cigarros e um...

Leia mais →

Por Raul Lopes, em CONTOS

Tales, o sabotador

25 de Maio de 2018 às 20:35

Tales, o sabotador

Triste, ma non tropo. Alegre, ma non tropo. Lúcido, sempre. Assim Tales empurrava a vida. Dentro de um espiral, no centro, as coisas não giram, tudo é estático. É um local confortável. Ao seu redor, uma espessa parede giratória que o impede de fugir. ...

Leia mais →

Por Raul Lopes, em CONTOS

Apneia

07 de Setembro de 2017 às 16:28

Apneia

De novo. Havia dito que aquela seria a última vez, mas sabe como é, perdi a autonomia, não existe mais o querer ou não querer...

Leia mais →

Por Wilson Araújo, em CONTOS

A PROFECIA

16 de Agosto de 2017 às 18:17

A PROFECIA

Eu descia por dentro de uma montanha. Sim, era um caminho por dentro da montanha, em espiral descendente, contornando sua estrutura, seu corpanzil pedregoso, rígido, quase imutável. Eu descia calma e cadenciadamente, o teto era quebrado e entrecortado pelos raios de sol que desciam pelas frestas, malhando o chão rochoso com a luminosidade amarela e quente.Eu descia sozinho, lembro bem, sem sentimentos eufóricos nem pressa, nem coisa o valha. Eu, descia.E desci.Ao fim, no sopé da montanha,

Leia mais →

Por Diego de Montalvão, em CONTOS

Cronicamente Viável: O Arrebatamento

27 de Abril de 2016 às 01:49

Cronicamente Viável: O Arrebatamento

Eu me sentia melhor quando vivia à espera de algo. Toc, Toc, Toc - Passa das sete, Júlio! – Despertou-me o vizinho. Cansa-me seguir a rotina. Numa cidade pequena, de pessoas pequenas, é natural se acostumar com uma vida pequena - martelo em minha cabeça. Penso ser vantajoso fugir do que é comum. Talvez justifique acordar ainda ébrio, resultado da fuga do dia anterior. Visto meu terno. Hoje dispenso a gravata, pra mudar um pouco. Penso na metafísica e na imutabilidade das coisas. Cadê minha

Leia mais →

Por Wilson Araújo, em CONTOS

EXTRACAMPO: NOVEL(O)(A)S

20 de Abril de 2016 às 20:10

EXTRACAMPO: NOVEL(O)(A)S

Talisson tinha vida de rei. Motos caríssimas, lanchas, carros de sonhos. Desfilava nas ruas mais pra mostrar os dotes e tirar uma onda que propriamente ir pra algum lugar, não precisava ir a lugar algum, tinha tudo à mão, mas gostava de ver a cara do povo trabalhador olhando pra ele com inveja. Numa terça feira de manhã, divertia-se.Parou no sinal, ficou vendo os Unos e Celtas, sorriso no canto da boca. Engarrafamento. Buzinaram atrás, de novo e novo.--- Sai do meio da rua, féla da puta.O

Leia mais →