O mensageiro entrou sorrateiro e silencioso pela porta aberta, numa manhã ensolarada. Encontrou cada coisa em seu devido lugar: O alheamento, a pressa de sempre e a segurança míope das frágeis certezas.
O dinheiro curto mal dava pra cerveja barata, bebida no copo de plástico. Festa suada, chão de barro, nos confins de uma cidade do interior. O dinheiro curto mal embriagava, quanto pior um quarto e um colchão. Aí, lá se ia mais uma meia.
Viagem no tempo sempre povoou o imaginário popular, seja com o objetivo de alterar o passado ou apenas para presenciar algum fato histórico. E, para encerrar, não poderia faltar Charles Chaplin, com o curta “A Cura”, de 1917.
Em 26/10/2019, no Metropolitan Hotel, J. L. Rocha do Nascimento conversou com a Revista Entrerios sobre o livro UM CLARÃO DENTRO DA NOITE. Entrerios: Quais contos são autorais, ficcionais, e com base em fatos que realmente aconteceram?
Os cães da madrugada anunciam o carro do lixo dobrando a esquina.
Enquanto a cidade dorme o sono dos justos,
um lixeiro anônimo chacoalha, pingente, em mais um turno de trabalho.
Após ler “Um clarão dentro da noite”, livro de contos de J. L. Rocha do Nascimento, integrante do blog de escritos diversos Confraria Tarântula, fiquei a imaginar como seria a adaptação dos seus contos em outras áreas da arte, como cinema e HQs.
No cruzamento da avenida Miguel Rosa com a Joaquim Ribeiro, um acrobata se equilibra numa corda pendurada entre dois postes, enquanto faz malabarismos com paletas flamejantes. No sinal ao lado, um equilibrista com pernas de pau gigantes cospe fogo par...
Esfera de luz e calor
Que de suas entranhas ardentes
Na suspensão fria do espaço
Forja o verme e a poesia
faz brotar a flor e o câncer
Cauteriza
estiola
Purifica
arde...
Moldas a minha cidade,
presa entre dois rios amarelados,
E seus habitantes morno...
A ilustração acima é a capa deste álbum. Estava agora, como fizera desde sempre, deitado de costas e olhando para o céu noturno. Apreciava as estrelas, constelações, nebulosas, o brilho azul, alaranjado dos gases celestiais. -- Como assim?