04 de Janeiro de 2017 às 22:32
O Homem e a Máquina
Nada é mais revigorante que uma abrasadora manhã de sábado. Desconfio que esta seja a melhor hora da semana. Eu, filho do sol e do equador...
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04 de Janeiro de 2017 às 22:32
Nada é mais revigorante que uma abrasadora manhã de sábado. Desconfio que esta seja a melhor hora da semana. Eu, filho do sol e do equador...
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30 de Novembro de 2016 às 18:39
Essa bengala é meu corpo, tateia o que me cerca, diz o que eu não saberia, alerta, investiga, espreita, enxerga. Estende meus braços, continua minhas mãos, é a bengala dos cegos. Avança por caminhos suspeitos, recua, para, está à beira do abismo . (B...
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26 de Outubro de 2016 às 03:21
Não sei se meu caso é um daqueles isolados ou se existe mais alguém que compartilhe da minha impressão. Não é a primeira vez que falo desse assunto por essas bandas, mas a banalização do absurdo está progredindo em nosso país e a política se apresenta como um grande espaço de atuação.Numa época não tão distante, por exemplo, a capa da revista 'Veja' era um canal em que se anunciava o próximo choque de ruptura política no país. Um furo de reportagem, um escândalo de negociatas ou até mesmo um
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19 de Outubro de 2016 às 03:00
Don't you Think it's pretty strange?All got something to hide.Cry Baby, Cage the ElephantDentre as muitas características peculiares do ser humano, sonhar talvez seja a mais curiosa de todas. Pobre é o espírito do homem que não sonha, dizem. Torcemos para que o futuro, ou a modernidade, traga ares mais salutares. Em âmbito individual, talvez sonhar nos dê conforto, mas se transpormos esta ideia para o plano coletivo, nos deparamos com um cruel paradoxo. Os novos tempos têm trazido mais angústia
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13 de Outubro de 2016 às 02:40
"Cheio do Espírito Santo voltou Jesus do Jordão, e foi guiado pelo Espírito no deserto. durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu nesses dias; mas passados eles, teve fome.." Lucas 4,1-2.O trecho acima, um dos mais célebres do novo testamento, narra a peregrinação de Jesus pelo deserto antes de iniciar sua missão e as tentações sofridas ao longo da jornada. Carregada de simbolismo, a cena representa o confronto de Cristo com seus próprios medos, angústias e fraquezas em busca
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29 de Setembro de 2016 às 03:31
Carol Ledoux é uma bela e atraente mulher. De aparência jovial e cuidada, é muito pacata, vivendo seu cotidiano ora em casa ora em seu trabalho diário. Divide um apartamento e alguns gastos com sua irmã, sustentando-se como manicure em um salão de beleza da mais exigente nobreza. Demonstra a passagem de seus dias de maneira terna e tranquila, às vezes desatenta e dissociada. Talvez por isso chame tanta atenção por onde passa; embora, reciprocamente, tal qualidade não seja por si notada.Ela
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21 de Setembro de 2016 às 02:13
No fim da década de 1980 uma obra se destacou em um mercado até então afeito ao entretenimento lúdico das revistas em quadrinhos: O Edifício, de Will Eisner.A obra chamava a atenção por enfrentar uma perspectiva diferente, instigando o leitor a refletir a respeito de problemas inéditos na vida urbana.Eisner questionava a evolução urbana e as relações sociais confessando sentir uma grande perturbação com a demolição de prédios por acreditar que, de alguma forma, eles possuíam almas.Para ele, as
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16 de Setembro de 2016 às 12:09
O homem idoso caminha solitário pela estrada de terra, ladeada pela plantação de cana, quase sem acostamento. Caminha vagarosa e resignadamente. O caminhão passa por ele, obrigando-o a entrar na plantação e respirar a poeira que sobe. Resignadamente.O cenário é tão típico e conhecido que parece uma cena cotidiana. O homem volta pra casa depois abandonar tudo em busca de uma vida melhor. O filho está doente, não pode respirar a poeira numa casa no meio do nada, nem a fuligem, numa terra de
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07 de Setembro de 2016 às 03:01
"Os tempos idos nunca esquecidos trazem saudades ao recordar...". Essa frase que inicia o samba tempos idos, fruto da parceria de Cartola e Carlos Cachaça, se apresenta como uma espécie de presságio para o presente relato musical brasileiro.Musicalmente, confesso que não sou fã dos anos 80, apesar de ter vivido parte da minha adolescência nessa década, pouca coisa me acompanha até hoje. Me considero mais cria da minha década de nascimento (anos 70) do que daquela que agucei o meu juvenil ouvido.
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31 de Agosto de 2016 às 12:13
Aos 50 anos, Paulo Honório, proprietário da Fazenda São Bernardo, resolve escrever um livro sobre sua vida. Apesar da pouca instrução, pois aprendera a ler já grande, narra suas desventuras. Órfão de pai e mãe, teve uma infância dura e triste nos grotões obscuros do interior miserável das Alagoas. Foi guia de cego e ajudante de uma velha que fazia doces. Vendeu quinquilharias em feiras. Trabalhou de enxada.Foi crescendo num mundo agreste e Bruto, longe do alcance dos braços curtos do Estado e
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